sábado, 2 de julho de 2016

ENCONTRO DOS COORDENADORES REGIONAIS DAS ESCOLAS DAS APAES EM CURITIBA - 30/06 A 01/07/2016

ENCONTRO DOS COORDENADORES REGIONAIS DAS ESCOLAS DAS APAES EM CURITIBA - PR - 30/06 A 01/07/2016
ÁREA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
CONSELHO REGIONAL DE CASCAVEL - PR.

QUESTIONÁRIO LEVANTAMENTO DE DADOS
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
CONSELHO REGIONAL DE CASCAVEL

              Segundo, o Parecer 7/2014-CEE/CEIF/CEMEP[1] do Conselho Estadual de Educação, a Educação Profissional nas Escolas das APAEs, devem ser organizadas da seguinte forma:
CURSO
PROGRAMA
PROG. EDUCACIONAL ED. PROF. FORM INICIAL
Unidade Ocupacional de Qualidade de Vida;
Unidade Ocupacional de Produção;
Unidade Ocupacional de Formação Inicial.

              Ainda, segundo o Parecer supracitado, as Unidades Ocupacionais apresentam as seguintes possiblidades:

- Unidade Ocupacional de Qualidade de Vida: visa proporcionar condições de vivências e experiências de situações que ofereçam bem-estar físico, mental e ocupacional, possibilitando a realização pessoal, o exercício da cidadania e o desenvolvimento da autonomia e de independência. Esta unidade se destina a educandos com múltiplas deficiências, que necessitam de ajuda e apoio intenso e permanente, os quais não apresentam condições cognitivas, físicas e ou psicológicas de frequentar as demais unidades ocupacionais. Para essa Unidade, a Instituição Escolar poderá organizar Relatório, descrevendo as aquisições e aproveitamento, mesmo elementares, atingidos pelos educandos, que poderão ser convertidos em documento (Certificado).

- Unidade Ocupacional de Produção: dará continuidade ao processo educacional com diferentes atividades formativas e de organização de instruções das diferentes formas de aprimoramento ocupacional. Destina-se a educandos, jovens e adultos, que apresentam condições de realizar, com segurança, operações descritas em ocupações e que necessitam do acompanhamento sistemático para o aprimoramento do desempenho, podendo avançar para a Unidade Ocupacional de Formação Inicial ou permanecer nessa Unidade em processo contínuo. Considerando que este educando poderá avançar outros níveis de desenvolvimento, a Instituição Escolar poderá conceder documento comprobatório (Certificado), a partir de registro do desempenho e da apropriação operacional da formação profissional recebida.

- Unidade Ocupacional de Formação Inicial: possibilita ao educando a aquisição de conhecimentos teóricos, técnicos e operacionais, a partir de atividades consideradas profissionalizantes, com objetivo de incluí-los socialmente, por meio do trabalho desenvolvido, tanto na escola como nas empresas. Destina-se a adolescentes, jovens e adultos com necessidades especiais, com conhecimentos sobre organização e hierarquia, formação inicial para o mundo do trabalho, iniciativa, emancipação econômica e pessoal, os quais poderão ser contratados pelas empresas em cumprimento à cota de 5%, Lei n.º 8. 213/91 – Casa Civil.

              Assim, a Federação Estadual das APAEs do Estado do Paraná solicita a Coordenadoria Regional de Educação Profissional um levantamento de como esta organizada a Educação Profissional nas Escolas de Educação Básica, na Modalidade Educação Especial, a partir da proposta do Parecer 07/2014, do CEE/R.

              Então, a partir da solicitação da FEAPAEs - PR, segue, logo abaixo, Levantamento de dados da Vossa Escola em relação a Educação Profissional, conforme o parecer supracitado.

              Informamos ainda, que necessitamos, com urgência, das Repostas do Levantamento da Educação Profissional até a data de 14/06/2016, pois, teremos que, tabular as respostas para podermos fazermos uma apresentação da realidade da Educação Profissional no nosso Conselho no dia 01/07/2016, no Encontro de Coordenadores Regionais das Áreas de: Educação e Ação Pedagógica; Educação Física, Desporto e Lazer; Educação para o Trabalho Emprego e Renda da FEAPAES/PR, que será realizado nos dias 30 de junho e 1º de julho de 2016, em Curitiba / PR, conforme Ofício Circular nº 045/2016, de 08 de junho de 2016 (segue em anexo).

              Assim, contamos com as vossas colaborações em prol dos alunos com deficiência intelectual e múltipla para que, possamos tornar a inclusão profissional dos nossos alunos uma realidade.


Vera Lúcia Pereira de Souza
APAE de Nova Aurora
Coordenadora Regional de
Educação Profissional do Conselho de Cascavel – PR
E-mail: veralucpsouza@yahoo.com.br (particular)
E-mail: apaenovaaurora@yahoo.com.br (APAE Nova Aurora)

LEVANTAMENTO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL / 2016


CONSELHO REGIONAL DE CASCAVEL

NOME DA APAE:

NOME DA ESCOLA:

TEL/CEL.:

E-MAIL:
NOME DO (A) PRESIDENTE (A):

TEL/CEL.:

E-MAIL:
NOME DO (A) DIRETOR (A):

TEL/CEL.:

E-MAIL:
QUANTIDADE DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL:

QUANTIDADE DE INSTRUTORES DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

1. Quantos alunos frequentam a Educação Profissional?
                                                                                                                                            

2. Qual a quantidade de alunos matriculados na educação profissional nas seguintes faixas etárias?
(  ) 16 a 20 anos
(  ) 21 a 30 anos
(  ) 31 a 40 anos
(  ) 41 a 50 anos
(  ) 51 a 60 anos
(  ) acima de 61 anos

3. Quantos alunos da educação profissional apresentam múltipla deficiência?
                                                                                                                                            

4. Quantos alunos da educação profissional frequentam a Unidade Ocupacional de Qualidade de Vida?
                                                                                                                                            
4.1 Qual a quantidade de alunos da dessa unidade por faixa etária?
(  ) 16 a 20 anos
(  ) 21 a 30 anos
(  ) 31 a 40 anos
(  ) 41 a 50 anos
(  ) 51 a 60 anos
(  ) acima de 61 anos

5. Quantos alunos da educação profissional frequentam a Unidade Ocupacional de Produção?
                                                                                                                                            

5.1 Qual a quantidade de alunos da dessa unidade por faixa etária?
(  ) 16 a 20 anos
(  ) 21 a 30 anos
(  ) 31 a 40 anos
(  ) 41 a 50 anos
(  ) 51 a 60 anos
(  ) acima de 61 anos

6. Quantos alunos da educação profissional frequentam a Unidade Ocupacional de Formação Inicial?
                                                                                                                                            
6.1 Qual a quantidade de alunos da dessa unidade por faixa etária?
(  ) 16 a 20 anos
(  ) 21 a 30 anos
(  ) 31 a 40 anos
(  ) 41 a 50 anos
(  ) 51 a 60 anos
(  ) acima de 61 anos

7. Quantos alunos da educação profissional estão trabalhando no mercado formal (registrado com carteira de trabalho)?
                                                                                                                                            





quarta-feira, 4 de novembro de 2015

PROJETO: EDUCAÇÃO INDÍGENA NA EDUCAÇÃO ESPECIAL

PROJETO: EDUCAÇÃO INDÍGENA NA EDUCAÇÃO ESPECIAL

SOUZA[1], Vera Lúcia Pereira de
APRESENTAÇÃO

A Escola Novo Amanhecer -  APAE de Nova Aurora não tem alunos indígenas, nem é uma escola indígena, nem mantêm contato com comunidades oriundas do período pré-Cabral, mas existem diversos aprendizados essenciais ao pensarmos na Educação dos povos indígenas.
Assim, amparado em fundamentos presentes na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996, o Decreto Nº 6.861/2009 que é inovador ao promover uma gestão mais autônoma dos processos educativos das etnias indígenas, se propõe trabalhar com vários temas relacionados a cultura indígena.
A América Latina é um espaço ideal para observar tamanha multiplicidade a respeito das pessoas indígenas.
Em nosso País, as pessoas indígenas tiveram - e têm - papel tão essencial na construção dos países e das identidades nacionais. A influência na nossa língua, na nossa alimentação e nos costumes é um modelo do que pode ser trabalhado na Escola de Educação Especial.
Deste modo na Escola Novo Amanhecer - APAE de Nova Aurora serão feitas várias atividades sobre as pessoas indígenas, tais como as brincadeiras e as atividades lúdicas desenvolvidas pelas crianças indígenas, por meio de pesquisas na internet, livros, revistas, jornais.

OBJETIVOS 

- Reconhecer a heterogeneidade de grupos indígenas da América Latina. 
- Conhecer as várias de brincadeiras indígenas. 
- Confrontar o próprio modo de vida com o de crianças indígenas. 
- Conhecer a alimentação das pessoas indígenas.
- Conhecer a cultura das pessoas indígenas.


CONTEÚDOS 

- Pessoas da América Latina. 
- Heterogeneidade cultural. 

INTRODUAÇÃO AS ATIVIDADES

As pessoas indígenas índios tem costumes diferentes de nós que vivemos que na zona urbana, contudo, algo muito bonito, eles vivem em um lindo contato de respeito com a natureza.

DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES

Os Povos indígenas no Paraná. Reserva Indígena do Ocuy Paraná - Índios Guaranis. Vídeo disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=7ytMrFErkzY>. Duração: 13’51”.


TERRAS INDÍGENAS NO PARANÁ

Existem no Estado aproximadamente 9015 Indígenas, habitando 85.264,30 hectares de terra. Esta área está distribuída em 17 terras abrigando as etnias Kaingang, Guarani e 6 remanescentes do povo Xetá. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/portal/estaticas/alunos/indios_terras.php>.


VÍDEO

Vídeo: Índios no Brasil - quem são eles? Vídeo que trata sobre a cultura indígena e dos vários estigmas que as pessoas têm em relação às pessoas indígenas. Vídeo disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=HA_0X2gCfLs>. Duração: 17’42”.

Após os alunos assistirem o vídeo supracitado, as professoras farão várias indagações sobre o que os alunos viram no filme, tais como:

O que vocês acharam do vídeo?
Vocês conhecem algum índio?
Após essas indagações, as professoras solicitarão aos alunos que façam um desenho representando como eles imaginam ser a vida de um índio.
Os desenhos poderão ser feitos à mão em uma folha de papel, trabalho feito com a participação das professoras de arte.

ALIMENTAÇÃO

A nossa alimentação recebeu grande influência dos povos indígenas. Muitos dos produtos que eram próprios da alimentação dos povos indígenas passaram a fazer parte do nosso dia a dia, como a mandioca, o milho, o inhame, o cará e também algumas frutas, como a melancia e o açaí.
Assim as professoras solicitarão aos alunos que tragam para a escola alguns alimentos, embalagens ou rótulos de produtos em que o milho e a mandioca aparecem como ingredientes.
Após apresentação de todas as embalagens, rótulos, será organizada uma exposição desses produtos e peça aos alunos que identifiquem a utilidade de cada um deles. Assim, será organizada com a ajuda da turma, uma lista com o nome dos produtos e suas utilidades.
Logo após essa atividade com a turma, será feita uma receita de alimentação da cultura indígena.
Links de Receitas de comidas dos povos indígenas:
- Receita - Como fazer tapioca: <http://comofas.com/como-fazer-tapioca/>. 
- Blog que fala sobre: a tapioca, o alimento básico dos índios brasileiros:  <http://gororobasdobrasil.blogspot.com.br/2008/04/tapioca-o-alimento-bsico-dos-ndios.html>.
- Alimentação dos Índios. Disponível em: <http://www.alienado.net/alimentacao-dos-indios/>.

LENDAS INDÍGENAS

As professoras solicitarão que aos alunos investiguem algumas lendas indígenas. No link:
Após os alunos saberem das várias Lendas Indígenas, as turmas encenarão teatro com as várias Lendas Indígenas pesquisadas e as apresentações serão apresentadas para Escola toda, no mesmo dia da apresentação da culinária Indígena.

BRINCADEIRAS INDÍGENAS

As crianças indígenas vivem em várias aldeias. Geralmente, elas se divertem com brincadeiras que foram ensinadas por seus pais e avós. Com as brincadeiras, as crianças indígenas aprendem sobre a sua vida na comunidade.

As professoras juntamente com os alunos assistirão ao vídeo: Brinquedos e Brincadeiras dos Índios Brasileiros. Duração: 3’47”. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=NRGHiB8jdpE>.

- Vídeo Aprendendo a Fazer uma Peteca. Duração: 2’42”. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=BoWMXmfDaZY>.
- Vídeo Mostra pessoas indígenas adultas brincando. Duração: 2’07”. Disponível em: <http://vimeo.com/5641782>.
Após assistirem aos vídeos as professoras conversarão com os alunos sobre as brincadeiras apresentadas, provendo um diálogo relacionando/comparando com as brincadeiras da turma.
Logo em seguida as professoras farão as seguintes indagações:
1 - Alguém conhece algumas dessas brincadeiras? Qual (is)?
2 - Como as crianças indígenas brincam, individualmente ou em grupo?
3 - É preciso confeccionar algum brinquedo para brincar?
4 - Onde poderemos realizar a brincadeira?
5 - Alguma brincadeira de vocês se parece com a brincadeira dos povos indígenas? Qual (is)?
 Nesse momento, as professoras aproveitarão a oportunidade para explicar para aos alunos que, as nossas brincadeiras fazem parte de uma herança cultural.

PRINCIPAIS TRIBOS INDÍGENAS – CULTURA INDÍGENA

Vídeo que mostra informações interessantes das principais tribos indígenas do Brasil. Duração: 7’04”.
Blog Cultura Indígena.

ATIVIDADE – VÍDEO

Escrevendo nossa língua Paiter Suruí.

Neste vídeo, os alunos conhecerão o trabalho do Educador Nota 10 de 2008, Joaton Suruí, professor indígena, que desenvolveu um projeto de escrita da língua Paiter Suruí, em Cacola, RO.  Após assistirem o vídeo os alunos produziram cartazes sobre a cultura e indígena, logo em seguida a professora fará várias indagações sobre a importância da preservação da cultura indígena. Vídeo com duração de 2’56”. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/escrevendo-nossa-lingua-paiter-surui-431354.shtml>.


ATIVIDADES SOBRE A CULTURA DAS PESSOAS INDÍGENAS

No site <http://pibmirim.socioambiental.org/antes-de-cabral>, apresenta várias atividades e vídeos sobre a cultura indígena. Dentre elas vários jogos educacionais, aonde os alunos poderão conhecer melhor a cultura indígena. O site poderá ser acessado na sala de apoio pedagógico no computador, aonde os alunos acessarão os jogos interativos sobre a cultura indígena, poderão ser trabalhados os temas sobre a cultura indígena: Antes de Cabral, Quem são, Aonde estão, Como vivem, Línguas.

SOCIALIZAÇÃO DOS RESULTADOS/CULMINÂNCIA DO PROJETO

Esta etapa é tão importante quanto à efetivação das Pesquisas, pois ela proporcionará ao aluno apreender que a Pesquisa é importante e que todo conhecimento só tem validade se for conhecido por outras pessoas. Assim, na Escola os alunos juntamente com as professoras farão:  
- Feira indígena - apresentação da maquete abordando tipos de moradia, os alimentos e artesanatos indígenas, brinquedos utilizados pelos índios;
- Oficina: Brinquedos e Brincadeiras das pessoas indígenas. - Os alunos irão ensinar como confeccionar brinquedos indígenas e como se realizam as brincadeiras.
Comunicação sobre as Pesquisas realizadas e os resultados.

DURAÇÃO

Durante todo o ano letivo.

AVALIAÇÃO 

A avaliação deverá permear toda a metodologia de Iniciação Científica. É preciso compreender que o que move um trabalho de Pesquisa, não é o acúmulo de informações, mas as descobertas e as novas dúvidas que aparecem no caminho. Assim, a observação do professor, é essencial para perceber o envolvimento, a participação e o interesse de cada aluno pela temática. A partir desse instrumento, poderá avaliar a continuação do trabalho, bem como os redirecionamentos. 





[1] Vera Lúcia Pereira de Souza, 35 anos de magistério, professora QPM, Professora PDE/2009, Projeto: Educação Profissional para Alunos com Deficiência Intelectual Significativa - Oficinas Pedagógicas. Graduada em: - Ciências biológicas, com habilitação em matemática para 1º grau e ensino médio; - Pedagogia e; - Bacharel em Serviço Social. Graduanda em Artes Visuais - UNOPAR
Pós-Graduada em: - Profissionalização da Pessoa Portadora de Deficiência Mental (UEL); - Magistério Superior (TUIUTI); 
- Psicopedagogia Institucional e Clínica (UNIMEO); - Arte, Educação e Terapia (FAPI); - Pós em Saúde para Professores de Ensino Fundamental e Médio (UFPR); - Pós em Mídias na Educação (UFPR); - Educação Especial - Com Ênfase na Deficiência Múltipla (Faculdade de Educação São Bras).

domingo, 25 de janeiro de 2015

Projeto: Educação e Saúde para Todos

CURSO DE FORMAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS E EDUCAÇÃO
ALIMENTAR E NUTRICIONAL - UFPR/Litoral – Cane/SEED

Tutora: Alessandra Zanato Mensato
Nome do cursista: Vera Lúcia Pereira de Souza
Unidade: 4 – Educação Alimentar e Nutricional na Escola
Etapa: 02                                                                 Data: 22/11/2014
Nome da Tarefa: Projeto: Educação e Saúde para Todos

EDUCAÇÃO E SAÚDE PARA TODOS

JUSTIFICATIVA[1]
A educação e saúde são temas transversais que devem ser focados nos currículos em todos os níveis de ensino. Deve incluir todos os elementos curriculares de forma interdisciplinar. Portanto, a Educação Especial constitui-se em importante ferramenta para estimular costumes saudáveis nos alunos com deficiência intelectual e múltipla.

OBJETIVO GERAL
Estimar atitudes e condutas favoráveis em relação à alimentação e à higiene (pessoal, social, mental e espiritual), desenvolvendo a responsabilidade no cuidado com o próprio corpo, promovendo a saúde.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Identificar e investigar o valor nutritivo das frutas, legumes, verduras, carnes, cereais, leite e seus derivados;
- Identificar os cuidados com a higiene pessoal e dos objetos na preparação dos alimentos e ao sentar à mesa para as refeições.

PÚBLICO
Este projeto é destinado aos alunos com deficiência intelectual e múltipla matriculados na Escola Novo Amanhecer – APAE de Nova Aurora.

DURAÇÃO
Será desenvolvido durante o ano letivo.

DISCIPLINAS ENVOLVIDAS
- PORTUGUÊS
- Na alfabetização empregar palavras relacionadas ao tema. Produção textual individual e coletiva.
- No jogo interativo que esta no endereço <http://www.sonutricao.com.br/jogos/popupJogo.php?jogo=piramide>, escrever os nomes das figuras que aparecem no jogo e também fazer o que solicita as atividades do jogo.
- Assistir ao vídeo Educação Nutricional para Crianças. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=O7xp5f9rUa0>. Duração: 8’02”. Após os alunos assistirem ao vídeo produzir desenhos e montar um painel sobre a alimentação saudável.

- MATEMÁTICA
Utilizar o jogo que esta no endereço <http://www.sonutricao.com.br/jogos/popupJogo.php?jogo=piramide>. Contar às figuras que estão postadas e separar os grupos dos alimentos minerais e vegetais, contá-los. Dúzia e meia dúzia. Metade. Sistema de medidas: tempo e massa.

- ARTE
- Pintura, modelagem, recorte e colagem com material diverso, desenho livre e dirigido. - Montagem de painéis. Todas as atividades desenvolvidas a partir do tema Educação e Saúde para todos.

- CIÊNCIAS
- Repassar o vídeo: Alimentação Saudável, disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=NZgK8e1zzHQ>. Duração: 5’13”. Após assistiram ao vídeo trabalhar, em sala de aula, desenhos e atividades que se encontram no seguinte endereço <http://www.ensinar-aprender.com.br/2011/03/mais-atividades-de-alimentacao.html>.
- Dia Mundial da Saúde- 7 de abril. Trabalhar com os alunos com deficiência intelectual e múltipla as atividades sobre o Dia Mundial da Saúde que se encontram no seguinte endereço: <http://www.smartkids.com.br/datas-comemorativas/7-abril-dia-mundial-da-saude.html>.
- Receita do Suco Verde. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=dazhR4_WVbA>. Duração: 7’27”.
- Assistir o vídeo Aprenda a Comer. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=3IyErcFfLpQ>. Após os alunos assistirem ao vídeo fazer o desenho da pirâmide alimentar e questionar quais os alimentos eles comem mais e, se são saudáveis ou não.

- ESTUDOS SOCIAIS
- Estatuto da Criança e Adolescente[2] (crianças e adolescentes tem direito a proteção integral, isto é, condições completas para seu adequado desenvolvimento. É um conjunto de preceitos que instituem os direitos dos menores à vida, saúde, convívio familiar, educação... e igualmente suas obrigações dentro da sociedade).
- Influências na alimentação brasileira: tributos das pessoas indígenas, pessoas portuguesas, pessoas negras e influências contemporâneas.

- EDUCAÇÃO FÍSICA
- Trabalhar os conteúdos de forma globalizada com atividades, lúdicas e práticas. - Brincadeiras Dirigidas. - Jogos. - Lateralidade e equilíbrio.

- AVALIAÇÃO
A avaliação será realizada durante todo o transcorrer do projeto, por meio de observações, explicações, pelas conversas, questionamentos e instrumentos avaliativos e parecer descritivo no final de cada semestre. Desta forma, será possível verificar se teve êxito nos objetivos recomendados.

LEITURA DE IMAGEM - USO DA NÃO VIOLÊNCIA

CURSO DE FORMAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS E EDUCAÇÃO
ALIMENTAR E NUTRICIONAL - UFPR/Litoral – Cane/SEED
Tutora: Alessandra Zanato Mensato
Nome do cursista: Vera Lúcia Pereira de Souza
Unidade: 3 – Direitos Humanos: Segurança Alimentar e Nutricional
Etapa: 01                                                                 Data: 07/11/2014
Nome da Tarefa: Direitos Humanos em Imagem


LEITURA DA IMAGEM

Para entender a origem de tais desigualdades no Brasil é imprescindível introduzir uma perspectiva mais vasta, compreendendo o passado histórico, sem desconsiderar as extensões continentais do país.
              Podemos começar a explicar isso pelo fator mais evidente: a servidão, que é o paroxismo[1] da exclusão: o Brasil importou um grande número de pessoas escravas da África dentre todas as colônias no Novo Mundo e, como Cuba, foi um dos derradeiros países a libertá-los (em 1888)[2].
              Mesmo considerando-se os movimentos antepassados na hierarquia social – as pessoas estrangeiras são um exemplo eloquente disso -, a grande massa não teve condições de estabelecer às elites uma distribuição menos dispare dos ganhos do trabalho.            Nem conseguiu, eficazmente, demandar do Estado o cumprimento de seus objetivos fundamentais, entre os quais se compreende, na primeira linha, a educação.
              As consequências desse feito representam enorme impedimento para uma repartição menos injusta da riqueza e prosseguem até hoje.
              Uma atuação sozinha não transformará, integralmente, essa circunstância de abandono e pobreza, se cada um de nós, fizermos algo em nossa comunidade, poderemos transformar esse cenário existente.

O USO DA NÃO VIOLÊNCIA

Cada ser humano vale pelo espaço onde está: o seu valor como elaborador, consumidor, cidadão, esta sujeito a sua localização no território. Seu valor vai modificando, incessantemente, para melhor ou para pior, em função das contestações de acessibilidade (período, assiduidade, preço), independentes de sua própria condição.
              As pessoas, com as mesmas virtualidades, a mesma constituição, até mesmo o mesmo ordenado apresentam valores díspares segundo o ambiente em que vivem: as oportunidades não são as mesmas. Por isso, a possibilidade de ser mais ou menos cidadão esta sujeito, em ampla extensão, do ponto do território onde se está. Enquanto um espaço vem a ser condição de sua pobreza, outro espaço poderia, no mesmo período histórico, promover o ingresso àqueles bem e serviços que lhe são teoricamente necessitados, mas que, de fato, lhe carecem. (SANTOS, 1987).
              A dignidade da pessoa humana é o valor essencial da proteção dos direitos humanos, permitindo, no campo global, sua proteção por organizações internacionais, que podem ser liberadas a atuar até em aversão ao exercício do poder dominador de determinado Estado.
              Após de 1945[1], a indivíduo em uma situação estrema pode até perder o direito ao exercício de sua própria nacionalidade, mas, não perderá a segurança da assistência internacional.
              Dessa forma, na grandeza global, a dignidade da pessoa humana demanda, muitas vezes, a atuação de uma organização universal para ser eficientemente resguardada. No domínio local, a ação é outra, pois o intercâmbio acontece no dia-a-dia, face a face. É imprescindível o eficaz respeito à dignidade de cada indivíduo humano nas suas mais distintas singularidades. A importância do outro, do desigual, é o embasamento de uma relação de hospitalidade e ao mesmo tempo um fator fundamental para criação da identidade que, para ser edificada, precisa do diálogo com outro desigual de mim próprio e que, antes de tudo, reconheça-me enquanto mediador. (TAYLOR, 1992).
              O aprendizado de respeito aos direitos humanos no plano local não se dá na consideração daquele que nos é achegado, igual, conhecido e, assim sendo, a priori considerado, mas sim perante do outro, do desigual de nós, do diverso, uma vez que:
(...) aceitar a diversidade cultural não é um ato de tolerância para com o outro, distinto de mim ou da minha comunidade, mas o reconhecimento desse outro (pessoal e comunitário) como realidade plena, contraditória, como portador de saber, de conhecimentos e práticas por meio das quais ele é e tenta ser plenamente. (COLL, 2002, p. 41).

              Assim, a não violência deve ser avaliada como condição fundamental e imprescindível para o exercício do direito ao desenvolvimento. Tais direitos carecem estar resguardados, com uma verdadeira “aura” de não violência, já que eles são o embasamento de tudo aquilo que o ser humano pode vir a ser.



REFERÊNCIAS

COLL, A. N. Propostas para uma diversidade cultural intercultural na era da globalização. São Paulo, Instituto Pólis, 2002. 124p. (Cadernos de Proposições para o Século XXI, 2). Disponível em: . Acesso em: 07 nov. 2014.

SANTOS, M. O espaço do cidadão. São Paulo: Nobel, 1987.

TAYLOR, C. Grandeur et misère de la modernité. Éditions Bellarmin. 1992. LIMA, Renato Sérgio de; DE PAULA, Liana (orgs). (2006). Segurança Pública e violência: o Estado está cumprindo o seu papel? São Paulo: Contexto.


[1] Carta das Nações Unidas de 1945.  Disponível em: . Acesso em: 07 nov. 2014.



[1] Extrema intensidade de uma doença, de uma paixão, de um sentimento. (Sin.: auge, apogeu, culminância). Disponível em: . Acesso em: 07 nov. 2014.
[2] Disponível em: . Acesso em: 07 nov. 2014.