domingo, 14 de novembro de 2010

EDUCAÇÃO ESPECIAL - ARTES: PRÉ-ESCOLA E ENSINO FUNDAMENTAL - PLANOS DE AULAS


A ARTES NA PRÉ-ESCOLA

SOUZA, Vera Lúcia Pereira de
Desenhar constitui, para a criança, uma atividade agrupadora, que coloca em jogo as inter-relações do pensar, do ver, da fazer e da unidade aos domínios perceptivo, cognitivo, afetivo e motor, para Derdyk (1989, p. 50):
A criança desenha, entre outras tantas coisas, para se divertir. Um jogo que não exige companheiros, onde a criança é dona de suas próprias regras. Nesse jogo solitário, ela vai aprender a estar só, "aprender a só ser". O desenho é o palco de suas encenações, a construção do seu universo particular.

O desenvolvimento da criança não se dá de formato unidimensional, numa curva somente ascendente. São comuns os retornos das formas de atividade mais primitivas, assim como o recurso determinado do sujeito a elas. Deste modo, não é causa de inquietação o caso de crianças que, mesmo já sendo aptas de representar claramente o real, vez por outra rabiscam; ao oposto, na ação de garatujar podem encontrar novos recursos que enriqueçam sua reprodução gráfica.
É grande a responsabilidade do educador na construção de um atmosfera adequada ao desenvolvimento do desenho infantil. É correto que o prazer deparado pela criança no desenho deixará de ter se não forem admitidas a exploração de sua função significativa e a realização de sua potencialidade criativa. Necessitamos repensar as perspectivas que temos do desenho da criança, deste modo como o conversa que formamos com ela a respeito da sua produção gráfica. Além disso, necessitamos debater as conveniências sólidas para o fazer artístico na Pré-escola. (DERDYK, 1989).
Avaliando que a expressão por meio de determinada linguagem será mais completa quanto maior forem a familiaridade e o domínio que o sujeito apresentar desta, necessitamos refletir ocorrências em que o objetivo seja a própria linguagem, em que o desenho não surja "aplicado" a outros assuntos e conhecimentos, todavia seja a intenção específica da atividade.

ARTES NO ENSINO FUNDAMENTAL SÉRIES INICIAIS

Para Cola (1996) é por meio da arte que a criança passa a divulgar uma experiência de criação e de laboração de julgamentos que, na maior parte das ocasiões, embora não faz dentro dos modelos formais.
Ao aluno deveriam ser dadas oportunidades que despertassem seu interesse pela expressão, por meio do visual, dos elementos essenciais à arte (linha, forma, cor, textura, etc.). Tal interesse, se desenvolvido adequadamente, despertaria outros interesses pelo novo, pela descoberta, pela invenção, pelo conhecimento artístico (COLA 1996, p. 10).

Abordando das investigações com criança e arte, não poderíamos deixar de fazer referência aos estudos de Machado (2000) que traz à tona um conceito de à arte cuja importância está na semelhança do aluno e sua produção artística cultural, por meio da qual ele aumenta seus conhecimentos das várias linguagens.
A criança quando está realizando sua produção artística cultural está, ao mesmo tempo, aprendendo e estabelecendo relações com o mundo que a cerca, através de um determinado tipo de linguagem, a visual e plástica. É dessa ação verbal e não verbal que emergem os conhecimentos que estamos categorizando como: conhecimentos objetivos, subjetivos e sociais do mundo vivido. (MACHADO, 2000, p.19).

A Arte então enquanto matéria lança mão de conceitos tão complexos e ao mesmo momento particulares : Arte-trabalho, Arte-produção, Artetransformação, Arte-conhecimento, Arte- expressão.
Sendo assim entendemos que a arte nas Séries Inicais, está para além do auxilio às disciplinas ou desenhos textos e decoração festas, devendo ter como finalidade , promover o “visão de estranhamento” provocando um olhar de familiaridade.

BIBLIOGRAFIA

COLA Cesar Pereira e PINHEIRO, João Eudes Rodrigues. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Livre expressão e metodologia triangular no ensino das artes na pré-escola: uma investigação sobre o desenho infantil. -. 1996. 141f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro Pedagógico.

DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho. São Paulo: Scipione, 1989.

MACHADO, Márcia Almeida. A linguagem mediando à produção artístico-cultural infantil e a construção de conhecimentos acerca do mundo. Dissertação de Mestrado.Grau de Mestre em Educação- Linha de Pesquisa Linguagens Visuais e Verbais – PPGE /Universidade Federal do Espírito Santo .Vitória,24 de março de 2003.
Plano de Aula para Educação Infantil - Artes

Linguagem Teatral na Pré-Escola
1ª Aula
Objetivo
- Desenvolver a palavreado não oral.
- Designar e descobrir um repertório de sinais com finalidade comunicativa.
- Desenvolver a consciência do uso do ambiente cênico.
- Instituir relações com os colegas de cena explorando o próprio corpo e interatuando com o do outro.

Conteúdo
- Linguagem corpórea.
- Linguagem teatral - cenário, personagem e atuação teatral.

Atividade
Para que crianças com deficiência visual possam compartilhar desta sequência, o primeiro passo é demarcar o ambiente que será usado como anfiteatro com uma corda para que a ela saiba por onde pode agir. Lembre-se de adicionar uma norma principal: sempre recomendar a exposição da cena oralmente e a "leitura" do que assistiram - que pode ser feita pelas crianças e auxiliam o deficiente visual na apreensão da atividade grupal. O mesmo vale para a análise de obras, figuras e outras figuras. Além de solicitar às crianças que usem sinais, estimule ainda o uso da sonoplastia. Peça para que imitem os ruídos conhecidos como o ladrido de um cão ou a fala de um colega. Se as crianças necessitarem assinalar partes do corpo, aproxime-as do aluno cego para que ele igualmente possa tocá-las. Vale, ainda, neste episódio, trocar  parte dos objetos imaginários que não possam ser mencionados pelo som, por objetos concretos – como bater uma bola no chão, por modelo. Considere se a criança com deficiência conseguiu compreender a interpretação dos colegas ao longo da círculo de conversa. Na opção da peça que será exibida às crianças, valorize as conversas e sons. O ideal é que o aluno cego possa assistir, ao vivo, à interpretação. Avigore as aprendizagens do aluno cego no recepção educativa especial, no contraturno.

Material
Um ambiente espaçoso.

Desenvolvimento da Atividade
1ª etapa
Reparta a sala em grupos e peça que cada um invente uma cena de quatro minutos utilizando somente a linguagem corpórea para comunicar onde estão, quem são e o que estão fazendo. Eles precisam esquematizar o tamanho do espaço, os objetos imaginários a ser empregados, o que farão com eles e como será o intercâmbio entre os participantes. Faça interrogações que levem todos a refletir em sinais que tenham um finalidade comunicativa clara. Enquanto um grupo age, os demais analisam. 

2ª etapa
Repare como são notificados, em cena, o aonde, o quem e o quê. Os integrantes do grupo estão vigilantes aos objetos imaginários dos colegas? Utilizam-nos? Se o praticam, acatam as características definidas pelo companheiro? Adicione novos dados. Exemplo: discorra no ouvido de um dos participantes que um objeto trocou de peso ou que o espaço modificou ("faltou luz", "ficou gelado"). Veja como lidam com a notícia. Permaneça vigilante às partes do corpo mais utilizadas pelas crianças e desafie-as a seguir a cena sem mexer as mãos, por exemplo. Em seguida a exposição de cada grupo, faça um círculo de conversa para que a plateia e quem encenou troquem percepções. Marque suas considerações.

3ª etapa
Após as crianças entenderam o onde, o quem e o quê, leve-as para assistir a uma peça e, caso não seja possível, veja uma apresentação em DVD. Em seguida, indague se elas conseguem identificar os três dados. Nessa hora, sistematize o informação e fale que o onde pode ser chamado de cenário, deste modo como o quem é o personagem e o que é a atuação dramática que se desenvolve.

Avaliação
Todos precisam ser avaliados como partícipes e como plateia - se a capacidade de comunicação não oral foi aumentada, como reagiram às circunstâncias e aos desafios sugeridos e se integraram ao próprio repertório ainda o que foi desenvolvido pelos colegas. Para reforçar algum ponto especial, confronte as anotações que você fez e a fala das crianças nos círculos de conversa e sugira um novo jogo com adequações exclusivas para o aspecto que não foi satisfatório.



2ª Aula
Brinquedos que voam na Pré-escola
Objetivo
- Formar suposições sobre os acontecimentos da natureza.
- Descobrir problemas de ordem física com brinquedos voadores.
- Construir pensamentos para analisar o planeta científico.

Conteúdo
Jogos e Brincadeiras

Atividade
Deve-se analisar, por modelo, que todas as turmas são heterogêneas. Com isso em reflexão, uma boa ação é realizar um mapeamento das práticas das crianças, averiguando como elas interatuam com o espaço externo no dia-a-dia. Em seguida, pode-se fazer um exercício de reflexão, estabelecendo antecipações sobre como as crianças se incluiriam com as propostas que se almeja inserir. Em seguida, ao aferir como elas se comportam de fato, o professor combina suas previsões ao fato. Conservar um registro de como cada uma trabalha com o espaço exterior e com os companheiros é o passagem para refletir nos passos que se segue. Tudo sem perder de vista algo fundamental: é imprescindível adicionar as atividades exteriores como parte do hábito da classe. Afinal de contas, é só por meio da relação ativa que cada criança se familiariza com as inovações e faz descobertas por conta própria. Para abonar que todos desenvolvam, o ideal é criar um ambiente exterior desafiador, com vários espaços e díspares estímulos ao desenvolvimento sensóriomotor.

Material
Cata-ventos de tamanhos diversos, papel cartão, de seda, vegetal, sulfite e cartolina. Folhas de jornal cortadas em quadrados, com 32 centímetros de lado e em fitas finas. Giz, palitos de dente, pedaços de linha com 30 e de 70 centímetros de comprimento e rolo de linha própria para pipas.

Desenvolvimento da Atividade
1ª etapa
Deixe os cata-ventos à disposição das crianças e leve-as para o playground. Instigue a observação do agitação deles. Por que o cata-vento gira? Por que às vezes ele círcula veloz? De onde deriva a força que faz com que ele se movimente? Como é possível fazê-lo girar mais acelerado?

2ª etapa
Convide a sala a construir aviões de papel e compartilhar de uma jogo. Apresente papel cartão, vegetal, sulfite e de seda e cartolina, cortados em diversos tamanhos, e ajude-os a fazer as pregas, etapa a etapa. É interessante levá-los a refletir sobre a variedade de papéis. Quais julgam ser mais apropriados? Por quê?

3ª etapa
De volta ao parque, as crianças vão concorrer em pares: uma joga o avião e o companheiro marca com um giz o alvo onde ele caiu. Em seguida que todos tiverem arremessado, o grupo deve analisar os resultados e retomar as ideias a respeito do tipo de papel mais apropriado para fazer os aviões. Indague ao mesmo tempo se os grandes voaram para bem mais longe que os pequenos. Por fim, as crianças precisam montar mais aviões, dessa vez do tamanho e com o papel que avaliem mais pertinentes, e brincar com eles.

4ª etapa
As crianças vão montar capuchetas, uma variação simples da pipa (ou papagaio, como se fala em determinadas regiões). Espalhe o jornal e esclareça que a primeira etapa é dobrá-lo ao meio, formando um triângulo. Em seguida, é preciso abrir a folha, deixando a sinal em posição vertical, e girar para trás a ponta de cima. Com um palito, ajude-os a fazer um buraco em cada uma das outras pontas. A seguir, distribua as linhas de 30 centímetros para que ela seja atravessada pelos furos das pontas da direita e da esquerda, e prenda. Para fazer a rabiola, enlace as tirinhas de jornal em uma linha de 70 centímetros lado a lado e prenda-as na ponta de baixo. Por fim, enlace a linha do carretel no meio do fio preso às laterais.

5ª etapa
Ao ar livre, instrua a classe a empinar as capuchetas. É importante que nessa ocasião o grupo perceba que o vento tem uma direção e que é de acordo com ela que a capucheta voa.

6ª etapa
Indague as crianças se venta todo dia e se a capucheta voaria sem ele. E se ela fosse feita com um papel mais pesado que o jornal? Por que ela voa ao ser puxada durante a competição? A classe necessita fazer associações a respeito do que o ar em agitação provoca.

Avaliação
Considere se as crianças, durante todo o procedimento, passaram a reconhecer o ímpeto do vento no circulação dos elementos com que brincaram e se entenderam a influência do material empregado na composição deles.



3ª Aula
Vamos cirandar na Pré-escola
Objetivo
- Criação de movimentos.
- Reconhecer a cultura de outros povoados.

Conteúdo
- Movimento.
- Conhecimentos culturais.

Atividade
Para que alunos com deficiência nos membros inferiores possam compartilhar desta atividade, guie as crianças para que atentem a outros aspectos da ciranda, como as vestes, a música e a cultura pernambucana. Desta maneira, todos os alunos, em especial os cadeirantes, vão conseguir localizar diversos sentidos importantes para o trabalho.
Durante a círculo, o aluno com deficiência pode auxiliar na marcação de cadência ou dar um sinal ajustado com a turma para assinalar a modificações  de marcha. Se a coreografia comportar, ele pode permanecer no meio da círculo, segurando um bandeira ou outro artefato importante para a ciranda, ao mesmo período em que é conduzido por outro aluno.
É importante que o cadeirante movimente-se, saia do lugar ou dê uma volta em torno da círculo, por exemplo. Isso faz com que adote um papel importante na atividade. Caso ele não possa bailar, convide-o para que agrupe alguns elementos novos, que não estão no vídeo a respeito da ciranda pernambucana. Guarde um espaço na usualidade para que ele apresente sua investigação aos colegas. Outra escolha é fazer do cadeirante o fotógrafo das cirandas, sob a sua direção. Deste modo, ele abandona o papel da criança que de contínuo necessita de auxílio, para tomar um cargo importante, de quem tem algo a apresentar à turma.
Na organização do cartaz sobre a ciranda, instigue o aluno com deficiência para que ele seja o responsável pela coordenação das conhecimentos descobertos pelas crianças. Embora que ele não seja apto de registrar, ajude-o. Não se esqueça de ler, ao término, tudo o que foi registrado. A demarcação dos desenhos e cartazes necessita ser acessível ao aluno. Assegure-se, ao mesmo tempo, de que o ambiente para a efetivação das rodas seja protegido e com rampas. Faça adequações no ambiente para promover a mobilidade, caso seja necessário.

Material
Cartolina, giz de cera, máquina fotográfica;
Vídeo Cirandas de Pernambuco por Clara Nunes: http://www.youtube.com/watch?v=DZmwyuJZSdg
Vídeo cantiga de Roda com o Grupo Ciranda de Cantigas: http://www.youtube.com/watch?v=iaY9Nn9xGdw&feature=related

Desenvolvimento da Atividade
1ª etapa
Exponha às crianças as fotos e os vídeos de uma ciranda pernambucana e indague se elas conhecem a dança, as músicas e os movimentos. Monte um cartaz para registrar os comentários, dividindo-o em "O que já conhemos" e "O que não conhecemos sobre a ciranda pernambucana".

2ª etapa
Convide as crianças para assistirem e depois dançare em roda a música As Pererecas Sapecas, que esta no vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=WWnBnQuRezg&NR=1&feature=fvwp

3ª etapa
Leia os textos sobre cirandas de Pernambuco e remate o cartaz com novas conhecimentos.

4ª etapa
Sugira bailarem mais uma ciranda pernambucana. Lembre que vai fotografar para em seguida montarem juntos um painel de figuras sobre cirandas.

5ª etapa
Após assistir o Vídeo Cirandas de Pernambuco por Clara Nunes: http://www.youtube.com/watch?v=DZmwyuJZSdg , apresente giz de cera para que todos desenhem uma ciranda. Deposite as produções junto ao cartaz. Exponha as fotos ao grupo e juntos escolham as que retratam a ciranda pernambucana. Inventem as legendas para as representações.

6ª etapa
Leia para as crianças o livro sobre os ciganos. Se possível, convide um conhecedor em dança cigana para ensiná-la a eles. Fotografe a experiência. Peça que ilustrem essa roda também.

7ª etapa
Após todos apreciarem os desenhos, exponha-os e crie com as legendas para as novas fotos.

8ª etapa
Dialogue sobre as diferenças entre a roda pernambucana e a cigana.

9ª etapa
 Discuta o que foi estudado e os passos que podem ser nomeados para cirandas.

Avaliação
Avalie se as crianças criam movimentos nas rodas e se apreendem que podem ocupar o ambiente de várias jeitos.


4ª Aula
Atividades com Giz na Pré-escola
Objetivo
- Promover períodos de vivência lúdica e socialização.
- Favorecer o exercício de normas.
- Trabalhar o movimento e a expressão corpórea.

Conteúdo
Linguagem corporal

Atividade
Organizando a pré-escola
- O chão não deve ser escorregadiço, e o ideal é que exista rampas com pouca inclinação para subir e declinar engatinhando ou escadas de poucos degraus.
- Distribua colchonetes se alguma atividade envolver risco de queda.
- Ponha aparelhamentos que produzam apoio às crianças.

Material
Giz (ou carvão) e pedrinhas. 

Desenvolvimento da Atividade
Regulamento do caracol
As casas podem ser um pouco menores e numeradas e só vale saltar num pé só. Cada criança lança uma pedrinha no 1 e inicia a saltar de casa em casa a partir do número 2. No céu, ela tranqüiliza e faz o caminho de volta, coletando a pedra e prosseguindo os pulos até findar. Já fora do caracol, ela lança a pedrinha no 2, no 3 e assim por diante. Quem pisar nos limites, saltar fora, arremessar a pedra na casa errada ou se esquecer de pegá-la perderá a vez.

Regulamento da toca do coelho
Tem um roda a menos do que o número de crianças. Elas tiram na sorte quem será a raposa, ou seja, o pegador. O remanescente da classe, após cantar "coelho sai da toca, um, dois, três!", trocam de casa enquanto a raposa arrisca fisgar um coelho. Quem for apanhado se torna o novo pegador.

Regulamento do labirinto
As crianças tiram na sorte quem será o pegador, que principia o jogo no meio da roda. Os demais participantes elegem disposições em outros espaços do circuito. Só é aceitado caminhar e correr sobre as linhas. Ao localizar um amigo, é preciso dar o contorno e optar por outro caminho. Quem for apanhado igualmente passa a acompanhar os amigos. Vence o derradeiro a ser apanhado. Se a grupo for grande, reparta a classe em grupos para evitar congestionamentos.

Regulamento do circuito
Além de ganhar círculos e elipses de diversos tamanhos, o circuito pode conter dados variados, compreendidos pelo professor e igualmente pelas crianças. Alguns modelos: colchonetes para reviravoltas, cordas que vão de uma base a outro para que elas atravessem por baixo, túneis e rolos como barreiras para pulos. No começo da brincadeira, indique como cruzar as barreiras. Em um segundo período, deixe espaços em branco para que as crianças inventem movimentos ou bifurque a passagem para que elas elejam entre um e outro desafio. Mais tarde, igualmente é possível repartir a classe em grupos para que construam caminhos sozinhos.

Avaliação
De ajuste com a faixa etária das crianças, analise se elas fazem os movimentos demandados com mais propriedade, compreendem novas demonstrações corpóreas em seu repertório, empregam as chances de socialização para avançar em questões como cooperação e competição, conseguem acompanhar regulamentos cada vez mais organizados e constroem jogos.



5ª Aula
Diversidade no cotidiano da Pré-escola
Objetivo
- Trabalhar a tema da diversidade diariamente em sala de aula.
• Construir identificações raciais e de gênero positivas.
• Estimular o respeito às diferenças.

Conteúdo
Natureza e sociedade

Atividade
Plano de Aula institucional para trabalhar o tema da diversidade diariamente em sala de aula, como construir identidades raciais e de gêneros positivas e como estimular o respeito às diferenças.

Material
Livros, CDs, DVDs, brinquedos e instrumentos musicais.

Desenvolvimento da Atividade
1ª passo
No período da aquisição de materiais didáticos para a classe, escolha componentes levando em conta se eles promovem a eqüidade entre negros e brancos, homens e mulheres, pessoas com deficiência e grupos de diferentes culturas.

2ª passo
Para que a atitude em casa auxilie a ação na escola, envolva os pais no trabalho. Prepare uma reunião com eles para esclarecer a importância de abordar a diversidade no cotidiano. Instigue que cada um faça uma análise crítica de sua própria conduta, refletindo sobre como isso influencia as crianças.

3ª passo
Na convivência com as crianças, ao observar mostras de preconceito, interfira divulgando a importância do respeito às diferenças e da autoaceitação. Uma boa tática é apoiar-se nos modelos apresentados pelo material escolhido.

Avaliação
No diário de classe, nomeie um lugar para o registro da conduta em relação aos temas de raça, gênero e deficiência. Avalie ao mesmo tempo a produção da classe (desenhos, cartazes etc.) para identificar os que necessitam de ajuda para aceitar sua identidade e a dos companheiros.



EDUCAÇÃO ESPECIAL: Plano de Aula  Artes - ENSINO FUNDAMENTAL

1ª Aula
A biruta voadora no Ensino Fundamental
Objetivo
- Melhorar recorte e colagem.
- Promover o estudo e a percepção de cores e formas geométricas.

Conteúdo
Arte em diferentes épocas e lugares.
Cores, formas geométricas, processos de recorte e colagem.

Atividade

Material
Arame flexível, papel crepom, papel espelho, tesoura, cola, varas de bambu de 30 cm (uma por criança). 

Desenvolvimento da Atividade
1ª etapa  Analise o que as crianças já reconhecem sobre o tema mostrando representações de pipas japonesas. Como construir esses objetos? Distribua pedaços de papel espelho ou colorset para que as crianças retalhem esboços geométricas. 

2ª etapa  Entregue a cada criança uma folha de crepom, que precisa ser aberta no chão e fechada com cola, pela extensão.
Desenhos: Rubens Paiva
3ª etapa  Peça que a classe cole as figuras decorativas no tubo. Em seguida, oriente-a a fazer tiras de crepom, que necessitam ser coladas a uma das pontas.

4ª etapa  Molde uma argola de arame de 15 centímetros de diâmetro para cada aluno. Nelas vão ser atados quatro pedaços de barbante, de 20 centímetros cada um, em seguida presos em um nó.

5ª etapa  Auxilie a pôr o anel na ponta do cano, dobrando o papel e passando cola. Prenda a vareta na ponta que liga os fios.

Artigo final
Biruta voadora.
Avaliação
Incentive os alunos a analisar os exemplos de desenhos dos colegas. Discuta as centrais dificuldades.



2ª Aula
Auto-Retrato no Ensino Fundamental
Objetivo
- Olhar trabalhos de artistas que são identificadores em auto-retrato.
- Fazer auto-retrato com representação e pintura.
- Atribuir símbolos à própria representação.
- Identificar sinais particulares na estilo de ilustrar e pintar. 

Conteúdo
- Gêneros.
- Auto-retrato.
- Julgamento de obra de arte.
- Representação e pintura. 

Atividade
Mostra de arte aberta ao público. Monte uma mostra dos trabalhos e convide pais, professores e colegas das outras classes. Mostre todas as atividades desenvolvidas para que os visitadores apreciem a caminho dos alunos de Arte. 

Material
Livros com representações de auto-retratos e desenhos de imagens em transparência, retroprojetor, lápis de cor, folhas de papel sulfite, papel craft ou cartolina branca, caneta hidrocor, giz de cera, espelhos portáteis, pincéis, tinta guache (nas cores primárias, preta e branca), recipientes para água e combinação de tintas, fotos dos alunos (antigas e recentes) e painéis para pintura ou papelão, organizado com mistura de guache e cola brancos. 

Desenvolvimento da Atividade
1ª FASE
Na primeira aula, apresente o plano do projeto, os materiais e o fruto aguardado. Indague o que o grupo já fez em Arte e os pintores conhecidos. Exponha representações de retratos e auto-retratos de artistas de diversos ocasiões (como Frida Kahlo, Tarsila do Amaral, Vincent Van Gogh [1853-1890] e Rembrandt van Rijn [1606-1669]). Prepare assuntos que estimulem a procura por similaridades e diferenças no jeito de pintar e a descoberta de expressões escolhidas de cada um. Ao mesmo período em que dirige a análise, ofereça conhecimentos sobre o artista. Nas exposições que se segue, escolha um pintor que tenha produzido diversos auto-retratos, levando em conta a história e as veemência do grupo. Ofereça pelo menos cinco representações que distingam seu jeito ou as etapas pelas quais atravessou. Dialogue com a turma sobre subsídios formais, como cor, concordância, contraste, tipo de pincelada e o significação das representações. Em novo período de diagnóstico,
exponha o trabalho de outro pintor para conferir e evidenciar os sinais particulares. Alterne circunstâncias de análise e produção para que os alunos entrem em contato com o mesmo conteúdo conhecendo diversos pontos de vista. Espalhe folhas de papel sulfite branco e lápis de cor e peça que recriem, de memória, uma das figuras divulgadas. Analise o que mais chamou a atenção durante a observação e indague o motivo da opção. Preste vigilância: crianças de 4º e 5º anos comumente utilizam mais informações simbólicas do que as de 2º e 3º, que, por sua vez, se atêm mais em cores e formatos. Se alguma representação for somente um risco, dialogue com o aluno sobre o conceito que ele deseja comunicar, estimulando-o a lembrar detalhes que enviem à mensagem, e ajude-o a incluí-los na obra. 

2ª FASE
Agora é hora de procurar a observação do corpo. Guie a turma a contornar a mão no papel, a desenhar símbolos dentro do linha e a pintá-los. Ao mesmo período, apronte um retroprojetor com a luz virada para a parede. Em pares, a classe precisa fazer perfis em uma folha de papel craft presa à parede. Em seguida, encaixe as obras no chão para que sejam criados, com giz de cera, dados que distingam cada um deles. Na aula subseqüente, espalhe os espelhos para a obervação do face. A garotada precisará agora fazer um auto-retrato com lápis de cor, em folha sulfite. Para o encontro conseqüente, peça que as crianças tenham três fotografias de habitação: uma de quando eram criancinha, outra, um pouco mais velhas, e uma recente. Para formar uma série, elas precisam se representar como se idealizam no futuro. Deste modo, se compreenderão como pessoas em constante modificação. Quem não tiver fotografias pode se desenhar em três etapas da vida. Oriente-as a refletir no que gostariam de ser quando crescidos e a criar um fundo com diversas panoramas ou espaços. 

3ª FASE
Designe três aulas para a representação do auto-retrato em tela com tinta guache. Exponha outra vez auto-retratos de artistas para que sejam analisadas cores, pinceladas e a relação figura/ fundo. Separe a classe em grupos de quatro e espalhe recipientes com
tintas das tonalidades primárias e pincéis de vários tamanhos. Recomende que todos façam combinações e divulguem novos matizes e cores. Entremeie continuamente as circunstâncias de produção com as de análise dos trabalhos. Isso vai permitir que a classe desvende o que mais pode fazer e que minúcia, pinceladas e cores é possível criar e experimentar. Na derradeira aula, promova um extenso debate sobre os auto-retratos e as sinais que apareceram na própria pintura e na dos companheiros. No derradeiro encontro, guie a criançada a preparar uma mostra. 
Avaliação
Institua pautas de observação, assinale o que é importante cada série estudar e como os estudantes se despontam, se expõem o uso de símbolos e usam novas cores, se colocam mais minúcia e expressões faciais ou se de cada produção, constitua períodos grupais de análise. Nos auto-retratos, indague que modificações identificam nas criações e que sinais contemplam na tela dos companheiros.



3ª Aula – 4ª Aula – 5ª Aula e 6ª Aula
Coloração e Demonstração na 4ª série
Objetivo
- Experimentar as probabilidades significativas da cor;
- Explicar e agregar as cores às reações fisionômicas dos indivíduos, tanto no mundo artístico quanto no dia-a-dia;
- Analisar as definições das cores no dia-a-dia.

Conteúdo
Representação - Pintura - Colagem - Modelagem

Atividade
A cor ao mesmo tempo é importante para que possamos propagar nossas opiniões e anseios para outros indivíduos, usando linguagens artísticas (pintura, desenho, figura, teatro). É um componente que tem sentidos diversos para díspares culturas e sua análise permite reconhecer mais sobre suas possibilidades. Vamos nessa atividade descobrir esses pontos contemplando algumas obras do pintor espanhol Pablo Picasso. Em seguida, os estudantes ilustrarão e pintarão expressões de acordo com a cor que acreditam representar melhor essas demonstrações. Esse material, feito em cartões, será usado em jogos de memória e de adivinhação.
Discussão a respeito de cores e das representações de obras de Picasso: sala em 'u' ou em roda. Execução dos cartões: alunos em pares.

Material
- Cartolina cortada em formato de cartões tamanho 10x15 cm;
- Lápis grafite;
- Tinta guache;
- Pinceis;
- Figuras de pinturas de Picasso, especialmente da etapa rosa e azul.

Desenvolvimento da Atividade
Na primeira aula, faça uma discussão com seus estudantes sobre a apresentação e a importância da cor em nossa existência. Lembre-os de que as matizes estão presentes nas vestes, nas frutas, nas habitações, nos artefatos, na publicidade, na T. V.. Exponha modelos com desenhos de revistas, jornais, pinturas, rótulos.
Em seguida, esclareça aos estudantes que além da cor estar presente em nossa existência no dia-a-dia, ela é ao mesmo tempo um importante componente de expressão em desenhos, pinturas, fotos e filmes. Nesse ponto, você já pode começar a fazer com os estudantes faça associações entre as cores e os emoções. Indague a eles que cor cada um crê que representa a lembrança, o ternura, a amargura ou a alegria. Se a escola contar com videocassete, escolha algumas representações infantis para mostrar como a cor igualmente é utilizada nesse caso para expressar emoções e situações. Outra alternativa é solicitar aos estudantes que recortem de revista em quadrinhos figuras que apresentem suas expressões avigoradas pelas cores.
Os estudantes igualmente podem ser convidados a fazer diversas expressões faciais para que os companheiros idealizem a cor de cada uma das expressões criadas.

Na segunda aula, ofereça aos estudantes algumas figuras de pinturas da etapa azul e da fase rosa do artista espanhol Pablo Picasso. Resgate a importância da cor nestes períodos de seu trajetória em que ele pintou emoções de angústia e paixão.
Relacione os fatos da existência do pintor e do argumento histórico com as cores selecionadas por ele para as representações de cada etapa. Ressalte aos estudantes que, em suas existências, eles podem optar outras cores para a reprodução desses e de outros períodos e sentimentos.
Avalie com seus estudantes os quadros: A tragédia (fase azul) e Família do acrobata (fase rosa). São dois modelos de emprego das citadas cores para a expressão de sentimentos que Picasso vivia nas períodos em que os pintou.
Como atividade derradeira, recomende aos estudantes que façam uma pintura para expressar um emoção utilizando a cor para representá-lo. Diga aos estudantes, que a finalidade é experimentar uma relação parecida com a que o artista formou com estas pinturas, ressaltando que cada um pode pôr sua relação com as cores.
Fazer leitura e debater as ilustrações do Texto Complementar, texto este que se encontra em anexo.

Na terceira aula, faça com os estudantes uma classificação de emoções e sensações - alegria, amor, lembrança, afeto, angústia, ira, ferocidade, dor, temor, frio, canseira. Desafie-os a relacionar as emoções e percepções com cores.
Sugira que os estudantes pintem o colega com duas expressões diversas, por modelo, sorrindo e espantado. Reforce a conceito que as representações sejam semelhantes nos dois cartões, transformando somente a cor da pele e a linhas de expressão, pois eles comporão um jogo da memória ou cara-a-cara.
O importante é descobrir a expressividade e o potencialidade gráfica da criança. Cada estudante precisará pintar duas representações do colega.

Na quarta e derradeira aula, os estudantes precisarão utilizar os cartões aprontados anteriormente para jogar.

A seguir jogos que serão trabalhados na quarta aula:
Jogo da Memória
Os estudantes deixam todas as cartas viradas para baixo e tentam fazer os semelhantes.
Cara a Cara
Um estudante nomeia um dos cartões e não mostra para o resto da classe. Os outros estudantes organizam questões sobre as características de cada demonstração ("A boca está rindo?", "Os olhos estão com lágrimas?") para desvendar que emoções ou cor estão representados no cartão selecionado. Este jogo de adivinha é uma forma divertida e descontraída de se trabalhar os conceitos e percepções.

Avaliação
É importante recomendar que, ao estabelecer associações para as cores, o estudante estará fazendo uso de valores particulares, que muitas vezes é apontado pela sua cultura, deste modo, não há certo ou errado nas atribuições, no entanto, o mais conveniente desta circunstância é confrontar os diversos pontos de vista.
Averigúe se o estudante resgata as opiniões difundidas nas discussões e na execução das pinturas nos cartões no desenrolar dos jogos.

Confira se o estudante forma relação entre a cor, a emoção e a expressividade por meio do desenho no cartão.


Sites Consultados:




















www.museupicasso.bcn.es